sexta-feira, 8 de março de 2019

Roteiro de Aula Prática 4: Atividade sobre Sequenciamento Genético


UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
DISCIPLINA – BIOLOGIA MOLECULAR E GENÉTICA HUMANA
PROFESSOR: JULIANA CÔRTES

ROTEIRO DE PRÁTICA: SEQUENCIAMENTO DE DNA


DOGMA CENTRAL DA BIOLOGIA


Introdução: O DNA dos organismos vivos, é uma molécula muito estável e na maior parte do tempo é auto reparável. Entretanto, ela pode sofrer alterações ao longo do tempo, seja por influências de agentes mutagênicos do meio externo que provocam mudança na sequência de nucleotídeos, seja por deficiência do sistema de reparo que não corrige essas modificações.
Tais alterações, podem modificar a funcionalidade de um gene, levando a produção de proteínas alteradas, ou até mesmo suprimindo sua produção.
Atualmente, técnicas modernas da Biologia molecular como sequenciamento de DNA, podem orientar os pesquisadores na busca dessas alterações e com isso é possível determinar se aquela alteração na sequência de DNA é patológica ou não.

Objetivo: Identificar a partir de observações em imagem de eletroferograma e de sequências de DNA originadas através da técnica de sequenciamento mutações na sequência de DNA

Metodologia: Nas imagens abaixo, você deverá buscar alterações entre a sequência de “homo sapiens” e a sequencia chamada placa 168 (que se refere a uma sequencia amplificada de DNA de um indivíduo). Note que o programa deixa um ponto onde não houve alteração e mantém uma letra onde a mutação ocorreu. Observe essas alterações e anote os nucleotídeos que estão pareados. Primeiro, o que está na sequência “homo sapiens” e depois de uma seta, a letra que está na sequência da “placa 168”. Ex.: TàA
Após anotar todas as alterações, busque na literatura: o tipo de mutação que você visualizou  e identifique quais as consequências que isso pode trazer para a produção e funcionamento da proteína. Você conseguiria concluir se essa mutação é patológica para o paciente? Justifique.













 






quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

LIVROS - REFERÊNCIAS - BIOLOGIA MOLECULAR - GENÉTICA


As edições encontradas na Biblioteca podem variar em relação a estas que estão na lista, mas os títulos e autores são os mesmos. Para a primeira parte da disciplina (Biomol), o mais completo está grifado em vermelho e os mais didáticos para estudar, em verde. Os demais são adequados para a 2ª parte da disciplina (Genética humana).
Referencias Bibliográficas


BORGES-OSÓRIO, Maria Regina; ROBINSON, Wance Miriam. Genética humana. 2. ed Porto Alegre: Artmed, 2002. 459 p.

BRUCE, Alberts e col. Biologia Molecular da Célula 4ª ed. Porto Alegre:Artmed, 2004.

GRIFFITHS, Anthony J. F. Introdução à genética. 6. ed Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c1998 856

GUERRA, Marcelo dos Santos. Introdução a citogenética geral. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, c1988. 142p

LEWIN, Benjamin. Genes VII. Porto Alegre: Artmed Editora, 2006 955p.

PIERCE, Benjamin A. Genética: um enfoque conceitual. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004

PURVES, William K. Vida: a ciência da biologia; volume I: célula e hereditariedade. 6. ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2005. 377p.

STRACHAN, Tom; READ, Andrew P. Genética molecular humana. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013, 576p.

THOMPSON, James S; THOMPSON, Margaret W. Genética médica. 3. ed Rio de Janeiro: Interamericana, 1981. 365p

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019



                            ATIVIDADE SOBRE CASOS CLÍNICOS EM GENÉTICA HUMANA

Analise os casos clínicos abaixo e responda as questões referentes a cada um deles (as respostas de todos os casos devem ser entregues nos dias 07 e 08 de novembro). Na data sugerida para a apresentação, o grupo deverá apresentar um dos casos a ser definido por sorteio.

Caso 1
História e Achados físicos
P. S., uma mulher saudável de 30 anos, estava na 27ª semana de gestação de seu primeiro filho. Um ultrassom fetal na 26ª semana de gestação identificou um feto feminino com macrocefalia a rizomelia. O marido de P. S. tinha 45 anos de idade e era saudável. Ele tinha três filhos saudáveis de um casamento anterior. Nenhum dos genitores tinha uma história familiar de defeitos de nascimento ou distúrbios genéticos. A menina nasceu após 38 semanas de gestação por cesariana. Ela apresentava as características que incluíam bossa frontal, megaencefalia, hipoplasia da face média, cifose lombar, extensão limitada do cotovelo, rizomelia, mãos em tridente, braquidactilia e hipotonia. Compatível com suas características físicas, os testes de DNA identificaram uma mutação G1138A no gene de receptor 3 de fator de crescimento de fibroblastos (FGFR3).
Pelos achados clínicos e mutação identificada, qual o distúrbio genético presente na filha de P.S.? Qual a influência do defeito genético (mutação em FGFR3) para os achados físicos? Existem outras vias metabólicas que são influenciadas pelo gene em questão? Qual o teste genético pode ser adequado para o diagnóstico?

Caso 2
História e Achados Físicos
Pela segunda vez em 6 meses, um casal do Caribe trouxe sua filha de 24 meses de idade, C.W., ao departamento de emergência por ela não conseguir se sustentar sobre os pés. Não havia história de febre, infecção ou trauma e, sob outros aspectos, sua história médica era normal. Os achados do exame físico eram normais, exceto pela ponta do baço palpável e os pés inchados. Seus pés eram muito sensíveis à palpação, e ela se recusava a sustentar seu peso. Ambos os pais tinham irmãos que morreram na infância por infecções e outros podiam ter tido alguma doença genética. Em vista desta história e do inchaço doloroso e recorrente de seus pés, os médicos realizaram teste genético em C.W. para avaliar a presença da alteração no gene da Beta globina. Foi constatada a alteração.
Pelos achados clínicos e mutação identificada, qual o distúrbio genético presente em C. W.? Qual a influência do defeito genético (mutação no gene da Hemoglobina) para os achados clínicos? O fato da família residir no Caribe tem alguma influência sobre a origem da doença e nas outras mortes ocorridas entre os parentes?  Existem outras vias metabólicas que são influenciadas pelo gene em questão? Qual o teste genético se adequa ao diagnóstico?

Caso 3
Histórias e Achados Físicos
S. M., uma mulher de 27 anos antes saudável, foi encaminhada a uma clínica de genética do câncer por seu ginecologista após ter diagnosticado um câncer de mama. Ela estava preocupada com o risco dos filhos desenvolverem câncer e com o seu risco de desenvolver câncer ovariano. Sua mãe, duas tias maternas e o avô materno tinham câncer de mama. Sua mãe também tinha tido câncer ovariano. Os achados do exame físico de S. M. eram marcantes apenas por uma cicatriz em seu seio direito. O consultor genético explicou que a história familiar de câncer de mama era indicativa de uma predisposição hereditária. Com base na discussão que seguiu de prognóstico e riscos de recorrência, S. M. pediu que suas filhas de 6 e 7 anos fossem testadas. O consultor genético explicou que a decisão de fazer o teste genético seria melhor se fosse deixada para quando as crianças fossem maduras o suficiente para decidir sobre a utilidade de tais testes. Cinco parentes adultos decidiram fazer o teste preditivo, e descobriu-se que quatro eram portadores da mutação. Uma destas quatro pessoas fez uma mastectomia bilateral profilática e a outra fez uma salpingo-ooforectomia bilateral profilática.
Nesse caso, que parece ser uma predisposição hereditária ao câncer, quais os prováveis genes envolvidos na origem do câncer? Tais genes se comportam como oncogenes ou supressores tumorais? A partir dessa resposta, como age a proteína expressa por este gene e por que um defeito nela da origem ao câncer? Existe outras proteínas associadas que participam da via metabólica junto a este gene? Como agem? Qual o teste genético se adequa ao diagnóstico?

Caso 4
Histórias e Achados Físicos
Em um calmo final de tarde de verão, L. M., um menino de 5 anos antes saudável, apresentou-se na emergência com febre, pálido, com taquicardia, taquipnéia e respondendo minimamente. Sob outros aspectos, os achados de seu exame físico eram normais. Na manhã anterior à apresentação, ele estava com boa saúde, mas durante a tarde desenvolveu dor abdominal, dor de cabeça e febre. No final da tarde ele estava com taquipnéia e incoerente ele não tinha ingerido nenhuma medicação ou toxina conhecida e os resultados da triagem toxicológica da urina foram negativos. Os resultados de outros testes laboratoriais mostraram uma intensa hemólise não-imune intravascular e hemoglobinúria após a ressucitação, L. M. foi internado no hospital. A hemólise resolveu-se sem outra intervenção. L. M. era de origem grega. Seus pais não tinham conhecimento de história familiar de hemólise, embora sua mãe tivesse alguns primos na Europa com um “problema sanguíneo”. Uma investigação posterior revelou que, na manhã anterior a internação, L. M. tinha comido feijões de fava no jardim enquanto sua mãe estava trabalhando no quintal. O médico explicou aos genitores que L. M. provavelmente tinha alguma deficiência enzimática e por causa disso tinha ficado doente após ingerir fava. Os testes de dosagem enzimática de L. M. confirmou que tinha deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase. Os genitores foram informados quanto ao risco de L. M. fazer uma hemólise aguda após a exposição a algumas drogas e toxinas e receberam uma lista de compostos que L. M. deveria evitar. 
A deficiência está associada a que gene? E em que cromossomo está localizado? Qual o tipo de herança? Qual a função da enzima Glicose-6-Fosfato Desidrogenase e por que motivo a deficiência desta enzima leva ao quadro clínico em questão? Quais compostos devem ser evitados pelo paciente e porquê? Qual o teste genético se adequa ao diagnóstico?

Caso 5
Histórias e Achados Físicos
A.Y. era um menino de 6 anos de idade encaminhado por um pequeno retardo de desenvolvimento. Ele tinha dificuldade para subir escadas, correr e participar de atividades físicas vigorosas. Ele tinha tanto a força quanto a resistência diminuídas. Seus genitores, dois irmãos e uma irmã eram todos saudáveis. Nenhum outro membro da família era similarmente afetado. Ao exame, ele tinha dificuldade para subir na mesa de exame, um sinal de Gowers (uma sequência de manobras para se levantar do chão, fraqueza proximal, um andar oscilante, tendões calcâneos rígidos e aumento da panturrilha. Seu nível de creatina cinase (CK) estava 50 vezes maior que o normal. Em função da história, dos achados do exame físico e do nível fortemente elevado de CK sugerirem uma miopatia, A. Y. foi encaminhado a uma clínica de neurogenética para uma melhor avaliação. Os resultados de sua biópsia muscular mostraram uma acentuada variação no tamanho das fibras musculares, necrose de fibras, proliferação de tecido gorduroso e conjuntivo e ausência de coloração para distrofina. Com base nestes resultados, a condição de A.Y. foi testado quanto alterações do gene de distrofina. Observou-se que ele tinha uma deleção dos exons 45 a 48. Os testes subsequentes mostraram que sua mãe era portadora. A família foi informada de que o risco de filhos afetados era de 50%, o risco de filhas afetadas era baixo, mas dependia de desvios de inativação do cromossomo que contém o gene, e o risco de filhas portadoras era de 50%. Como sua condição de portadora a colocava em alto risco de complicações cardíacas, a mãe foi encaminhada para uma avaliação cardíaca. 
Qual a doença do caso em questão? Qual a função do gene mutado e porque a sua alteração leva ao quadro clínico? Qual o tipo de herança e qual o cromossomo afetado? Por que a doença é mais comum em meninos? Qual o teste genético se adequa ao diagnóstico?

Caso 6
História e Achados Físicos 
M. P., um homem de 45 anos de idade, apresentou-se inicialmente com um declínio de memória e concentração. À medida que sua função intelectual se deteriorou durante o ano seguinte, ele desenvolveu movimentos involuntários nos dedos e artelhos, bem como distorções faciais. Ele estava ciente de sua condição e ficou deprimido. Ele havia sido saudável antes e não tinha uma história de nenhum parente afetado de modo semelhante Seus genitores haviam morrido na década dos 40 anos em um acidente de automóvel. M. P. tinha uma filha saudável. Após uma extensa avaliação, o neurologista diagnosticou a condição de M.P. O diagnóstico foi confirmado por urna análise de DNA que mostrou 43 repetições CAG em um dos alelos do gene HTT no cromossomo 4 (padrão normal, < 26). Os testes pré-sintomáticos na filha de M. P. mostraram que ela também tinha herdado o alelo mutante. Ambos receberam ampla informação. 
Qual a doença em questão, Qual o gene afetada e por qual razão o excesso de repetições CAG levam ao aparecimento da doença? Por que ocorre um sério comprometimento neurológico somente na vida adulta? Qual o tipo de herança? Qual o teste genético se adequa ao diagnóstico?
Algumas pessoas que apresentam casos na família preferem não realizar o diagnóstico. Qual seria a razão para alguém optar em não saber se é portador da doença?

Caso 7
História e Achados Físicos 
J.B., uma menina de 2 anos, foi encaminhada a clínica pediátrica para avaliação do pouco crescimento Durante a lactância, J. B. tinha tido diarreia e colite que se resolveram quando uma fórmula elementar substituiu sua formula padrão. Ela desenvolveu fezes malcheirosas, contendo partículas de alimento, quando alimentos
comuns foram adicionados a sua dieta. Durante seu segundo ano, J. B. cresceu pouco, desenvolveu uma tosse crônica e teve frequentes infecções respiratórias. Ninguém mais na família tinha pouco crescimento, distúrbios de alimentação ou doenças pulmonares. No exame físico, o peso de J. B. e sua altura estavam abaixo do 3º percentil e a circunferência de sua cabeça, no 10° percentil. Ela apresentava um grave exantema causado pela fralda, ruídos brônquicos difusos e leve baqueteamento dos dedos. Sob outros aspectos, as achados de seu exame eram normais. Após uma breve discussão de algumas possíveis causas da doença de J.B., o pediatra solicitou vários testes, incluindo um teste para o nível de cloreto no suor. O nível de cloreto no suor era de 75 mmol/L. (Padrão normal, 40 mnol/L; indeterminado, de 40 a 60 mmol/L). Com base neste resultado e no curso clínico, o pediatra diagnosticou a condição de J.B. Os genitores e J. B. foram encaminhados a uma clínica de genética para outras informações e tratamento. 
Qual a doença em questão, Qual o gene afetado e por qual razão a alteração leva ao aparecimento da doença? A heterogeneidade alélica é uma característica peculiar da doença, quais as implicações disso? Qual o tipo de herança? Qual o teste genético se adequa ao diagnóstico?

Caso 8
História e Achados Físicos 
J T. nasceu na 38ª semana de gestação, após uma gravidez e parto sem complicações. Ele era o segundo filho de genitores não-consanguíneos. Logo após o nascimento, seus genitores e as enfermeiras notaram que J. T. era hipotônico e alimentava-se pouco. Seus genitores e a irmã mais velha estavam com boa saúde. J.T. não tinha uma história familiar de distúrbios neuromusculares, de desenvolvimento, genéticos ou de alimentação. A revisão do registro médico do paciente não revelou uma história de convulsões manifestas, danos hipóxicos, infecção, anomalias cardíacas ou anomalias de glicose ou eletrólitos sanguíneo. Ao exame, J. T. não tinha sofrimento respiratório ou características dismórficas, exceto uma bolsa escrotal hipoplásica e criptorquidismo. Seu peso e sua altura eram apropriados para a idade gestacional. Ele era gravemente hipotônico, com letargia, choro fraco, reflexos diminuídos e pouca sucção. A avaliação subsequente incluiu testes para infecções congênitas, imagens cerebrais de ressonância magnética, nível de amônia sanguínea e avaliação de ácidos orgânicos na urina, triagem de aminoácidos e avaliação de hipotireoidismo. Um teste genético identificou uma deleção no cromossomo 15 (15q11- 13). Os resultados dos demais testes foram normais. Após várias explicações e reflexão, os genitores de J.T. decidiram que eram incapazes de cuidar de uma criança incapacitada e deram J. T. para adoção.
Qual a doença em questão, Por que a alteração leva ao aparecimento da doença?

Uma outra doença está associada a uma alteração semelhante na mesma posição do mesmo cromossomo, e isso depende de qual genitor advém a mutação aos filhos, se o pai ou a mãe. Uma vez que as duas doenças podem ter duas (ou mais) razões genéticas específicas, explique quais as manifestações genéticas mais comuns para a manifestação da doença e como ocorre a herança da alteração. Qual o teste genético se adequa ao diagnóstico?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017



  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BORGES-OSÓRIO, M. R., ROBINSON, W. M. Genética Humana - 2.ed. Porto Alegre, Artmed, 2001. 460p    

BROWN, T.A. Genética um enfoque molecular. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999

JORDE, L. B. et al. Genética médica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

GRIFFITHS, Anthony J. F. Introdução à genética. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. 764p.

LEWIS, Ricki. Genética Humana - Conceitos e Aplicações. 5.ed Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2004. 508 p

PIERCE, Benjamin A. Genética - Um Enfoque Conceitual. 1. ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2004. 788 p 

SNUSTAD, P.; SIMMONS, M. J. Fundamentos de Genética. 2. ed. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2001.

THOMPSON, J.; THOMPSON, M. Genética médica. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

STRACHAN, Tom & READ, Andrew P. GENÉTICA MOLECULAR HUMANA. 2 ed. Porto Alegre, ARTMED Editora, 2002. 576 p.

VOGEL, Friedrich - Motulsky, Arno G. Genética Humana - Problemas e Abordagens 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. 742 p 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Roteiro de Aula Prática 1 (Roteiro extra)




Roteiro de aula prática 1:
 Extração de DNA de Sangue Total

O primeiro relato de isolamento de DNA foi realizado por Friedrich Miescher em 1869. Ele isolou o DNA de leucócitos presente em uma secreção purulenta.

A extração de DNA (cromossômico ou plasmídio) e RNA é importante para a realização de técnicas de biologia molecular, na área de saúde podem ser empregadas para o diagnóstico de doenças, como as hereditárias ou infecciosas, além de ser empregadas na engenharia genética como para produção de vacinas.

O material genético pode ser obtido de diversos materiais biológicos tais como: sangue, soro, plasma, líquidos corporais, tecidos e células, como também direto de agentes infecciosos. Existem diversos tipos de protocolo para extração do material genético, e este depende do material a ser extraído e para qual técnica será utilizado (PCR, sequenciamento, clonagem e outros).
O processo de extração do material genético consiste de três etapas: rompimento da membrana celular, purificação do material genético (remoção dos restos celulares) e precipitação do material genético. O rompimento do material genético é realizado com detergentes (SDS ou CTAB), enzimas e algumas vezes, dependendo do material biológico, aquecimento e agitação (vórtex e pérolas de vidro). Após o rompimento da membrana celular, deve-se separar o material genético das proteínas presentes nas células e proceder com a desnaturação das mesmas. Esta fase pode ser realizada com substâncias como fenol, clorofórmio, enzimas (proteinase K) e altas concentrações de sal. Após a separação e desnaturação das proteínas, o material genético deve ser precipitado com álcool absoluto (etanol ou isopropanol) e/ ou baixas temperaturas.
Um exemplo de protocolo de extração de DNA de sangue total é a técnica de salting-out que utiliza concentrações de sal para realizar separação do material genético e desnaturação de proteínas. Cerca de 500 uL do sangue total é transferido para microtubos de 1,5 mL. Acrescenta-se 1 mL de solução de RBCL (red blood cell lysis) ou tampão de lise I que é composta por sacarose, triton, MgCL2 1M, Tris pH 7,5 1M e água ultrapura. Os microtubos são agitados e centrifugados por 2 minutos a 8.000 rpm. O sobrenadante é descartado e o processo é repetido até a clarificação do precipitado (sem vestígio de hemoglobina). Após esta etapa é adicionados o tampão de lise II, 20uL de SDS (Sulfato dodecil de sódio) e 240 uL de água ultrapura. Acrescenta 100 uL de solução saturada de NaCL 6M, agita-se e depois centrifuga por 5 minutos a 10.000 rpm. O sobrenadante é transferido para outro microtubo contendo 100 uL de NaCL 6M,  centrifuga por mais 5 minutos a 5.000 rpm. O sobrenadante é transferido para outro microtubo  e acrescenta-se 800uL de etanol absoluto gelado. O tubo é invertido algumas vezes gentilmente e centrifugado por 2 minutos por 10.000 rpm. O sobrenadante é descartado e acrescido 500 uL de etanol  70% e centrifugado por mais uma vez por 2 minutos a 10.000 rpm. O sobrenadante é descartado e o microtubo é colocado para secar e depois o DNA é hidratado com 50uL de água ultrapura. O DNA deve ser mantido a -20ºC.

Objetivo da aula: Mostrar aos alunos como realizar a extração de DNA (através da extração de um vegetal), para que os mesmos tenham conhecimento de cada etapa do processo e a finalidade da utilização dos reagentes.
Materiais e Métodos
Materiais necessários:
- Béquer
- Bastão de vidro
- Funil
- Faca de cozinha
- Filme plástico
- Detergente
- NACL
- Banho Maria
- Algodão ou papel viltro
- Material biológico (cebola, morango, folha ou flor)
Procedimento para extração de DNA
1 – Preparo da solução de lise (rompimento da membrana celular e desnaturação da proteína)
1.1 – Colocar 2/4 de água destilada no béquer de 250 mL
1.2 – Acrescentar  2mL de detergente
1.3 – Acrescentar 2 g de NaCL
2 – Preparo do material vegetal
2.1 – Pique o material vegetal em pequenos pedaços.
2.2 – Acrescentar este material a solução de lise
2.3 – Misturar vagarosamente com bastão de vidro e tampar com papel filme.
2.4- Incubar em banho Maria por 70ºC por 15 minutos.
2.5- Após incubação, filtrar o material com auxílio de funil e papel filtro ou algodão.
3 – Precipitação do DNA
3.1 – Resfriar o material por 5 minutos em banho Maria com gelo ou no congelador.
3.2 – Retirar o material do resfriamento e acrescentar o álcool absoluto gelado (colocar o equivalente do filtrado).
3.3 – O DNA precipitado pode ser visualizado no fundo da fase alcoólica como uma nuvem esbranquiçada.

Referência Bibliográfica:
- CARDOZO, D.M et al. Extração de DNA a partir de sangue humano coagulado para aplicação nas técnicas de genotipagem de antígenos leucocitários humanos e receptores semelhantes à imunoglobulina. 2009. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, vol 42, n.6.
- LAHIRI, D. K. and NURNBERGER, J. Jr. A rapid non-enzymatic method for preparation of HMW DNA from blood for RFLP studies. 1991. Nucleic Acids Research, v. 19.
- RODRIGUES, C. D. N. et al. DNA vegetal na sala de aula. 2008. Departamento de Botânica-IBUSP. São Paulo.
- ROSELINO, A. M. Biologia Molecular aplicada às dermatoses tropicais. 2008. Anais Brasileiro de dermatologia, v. 83, n. 3.

terça-feira, 1 de março de 2016





O conceito de gene tem sofrido muitas alterações desde da primeira noção de que ele seria um importante fator responsável pela hereditariedade na época em que Mendel pela primeira vez fez referência a essa estrutura presente na molécula de DNA. Atualmente temos novas noções do que é um gene e sua função biológica.
Apresente a principal definição de gene dada no passado e atualmente como essa importante estrutura é definida.

Referências

http://www.scielo.br/pdf/ss/v8n1/a05v8n1.pdf

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662010000100005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Livros citados nas referencias bibliograficas do blog

Imagem relacionada


 
Pessoal, seguem os links para acessar os artigos que serão utilizados em nossos seminários avaliativos.

A leitura do texto deverá ser completa para todos os alunos de cada curso. A avaliação consistirá na apresentação adequada do texto pelos componentes do grupo, todos os alunos deverão conhecer o texto por completo e enfatizar, no momento da apresentação, uma determinada seção do artigo. Por isso, a leitura do artigo deve ser total e não parcial. Perguntas serão feitas aos componentes do grupo.

Atenção para mais uma informação, o artigo que estou disponibilizando é o ponto principal da avaliação e discussão, porém vocês podem buscar outras fontes de informação sobre o tema, o que irá enriquecer o trabalho.


ARTIGO DE ENFERMAGEM I - Apresentação dia: 

http://www.scielo.br/pdf/ref/v14n2/a06v14n2.pdf

ARTIGO DE ENFERMAGEM II - Apresentação dia: 

http://www.scielo.br/pdf/tce/v22n2/v22n2a31.pdf

ARTIGO DE NUTRIÇÃO - Apresentação dia: 

http://www.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/1332/915

ARTIGO DE FONOAUDIOLOGIA - Apresentação dia: 

http://www.jped.com.br/conteudo/95-71-06-297/port.pdf


ARTIGO DE FISIOTERAPIA  - Apresentação dia: 

http://h200137217135.ufg.br/index.php/fen/article/view/10883


http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2011/RN1902/relato%20de%20caso%2019%2002/467%20relato%20de%20caso.pdf



ARTIGO DE FARMÁCIA  - Apresentação dia: 

http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/11/infarma10.pdf



 http://revista.fmrp.usp.br/2006/vol39n4/1_farmacogenetica_principios_aplicacoes_perspec.pdf